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Dança sentada ajuda a reduzir o sedentarismo

A dança está no DNA do brasileiro e com a chegada do carnaval o corpo fica ainda mais em movimento. No entanto, há quem, com o avanço da idade, deixe a prática de lado por achar que não consegue mais “balançar o esqueleto”. A boa notícia é que, sim, é possível e necessário continuar dançando. De acordo com Cristiane Moreira, fisioterapeuta da instituição de longa permanência para pessoas idosas Casa São Luiz, localizado no Rio de Janeiro, mesmo com limitações que podem vir com a idade é preciso escapar do sedentarismo.

“O comportamento sedentário pode favorecer o declínio cognitivo, promover maior risco de mortalidade e doenças cardiovasculares, além de estar diretamente associado à uma baixa qualidade de vida das pessoas idosas. A inatividade física caracteriza-se por não alcançar as recomendações relacionadas às práticas de atividade física recomendadas pelos órgãos de saúde pública”, explica a especialista”.

Ainda de acordo com a fisioterapeuta, a inatividade física caracteriza-se por não alcançar as recomendações relacionadas às práticas de atividades físicas recomendadas pelos órgãos de saúde pública. Uma alternativa é a dança sentada, um modo de prática da dança sênior, modalidade adaptada às necessidades das pessoas idosas e introduzida no Brasil no final da década de 70 com foco em saúde física e mental e, consequentemente, longevidade. 

“No campo terapêutico, a dança sentada, além de promover a integração e a socialização dessas pessoas, proporciona mudanças positivas no organismo como um todo. Por isso, os residenciais para pessoas idosas têm um papel muito importante nesse aspecto, para sair do estereótipo enraizado no tocante ao isolamento social e inatividade física e mental dos seus residentes”, conta Cristiane que aplica a dança sentada em atividades fisioterapêuticas na Casa São Luiz, instituição para pessoas idosas mais antiga do país.

Dança sênior

A dança sentada, segundo a fisioterapeuta, pode ser realizada por pessoas com pouca mobilidade, cadeirantes, limitações físicas e idade avançada. A atividade deve ser supervisionada sempre por profissionais qualificados. 

“O interessante da dança sentada é promover a socialização e a integração dos idosos robustos com os  cadeirantes, com os idosos que mesmo conseguindo assumir a posicao de pé, não conseguem manter-se nessa posição por um período prolongado, seja por menor força muscular nos membros inferiores (pernas) ou para prevenir tonturas ou desequilíbrios enquanto a praticam”, destaca Cristiane.

A modalidade, de acordo com a especialista, tem um importante papel de demonstrar para as pessoas idosas mais frágeis que também podem dançar para melhorar a sua mobilidade, exercitando o tronco, braços,  pernas (dependendo do caso) e ainda sim aliviar o estresse do dia a dia, obtendo mais qualidade de vida, e reduzindo o tempo em comportamento sedentário.

(Fonte: Casa São Luiz / LV Comunicação / Imagem: Magda Pinheiro)

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